Associação Brasileira Rede Unida, 13º Congresso Internacional Rede Unida

Anais do 13º Congresso Internacional da Rede Unida

v. 4, Suplemento 1 (2018). ISSN 2446-4813: Saúde em Redes
Suplemento, Anais do 13ª Congresso Internacional da Rede UNIDA
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TREINAMENTO DE HABILIDADES E ATITUDES ATRAVÉS DO EXAME CLÍNICO OBJETIVO ESTRUTURADO (OSCE) – RELATO DE EXPERIÊNCIA NA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA APLICADA À SAÚDE
Paulo Philip de Abreu Gonzaga, Beatriz Graça de Araujo, Bárbara Juliana Carvalho Costa, Camila Soares Santos, Lowisa Consentini Garcia, Marcos Lima do Nascimento, Victor Nei Vasconcelos Monteiro, Iracema da Silva Nogueira

Última alteração: 2017-12-21

Resumo


Introdução: As provas tradicionais têm como objetivo avaliar a habilidade de memorização e reconhecimento de fatos, mas não a de interpretar informações e aplicá-las no atendimento do paciente. Com o intuito de proporcionar os princípios de um crescimento nos aspectos acadêmicos, principalmente na área da saúde, em 1975, foi criado o Exame Clínico Objetivo e Estruturado (OSCE), que permite, no âmbito acadêmico, aproximar a relação existente entre os conceitos de avaliação e a aprendizagem. Desta maneira, ao ser incorporado como metodologia em diferentes disciplinas, implica treinamento de habilidades e atitudes em relacionamento, vínculo e comunicação, permitindo que a inserção do modelo biopsicossocial seja trabalhada de maneira mais integral possível na Universidade. Nesse contexto, é de relevância para a formação de um corpo de conhecimento bem estruturado que o acadêmico de enfermagem tenha a oportunidade de desenvolver atividades, com enfoque nas relações interpessoais. Objetivo: Relatar a experiência obtida a partir do treino de habilidades e atitudes por meio do método OSCE, na disciplina de Psicologia Aplicada à Saúde. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, no qual se refere ao método OSCE na referida disciplina, desenvolvido no segundo semestre de 2017, por acadêmicos do 4° período do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a fim de avaliar as competências técnicas e de comunicação obtidas durante as aulas. Resultados: A metodologia foi aplicada com uma turma composta por 30 estudantes. As atividades foram desenvolvidas no Laboratório de Habilidades e Simulação (LAHSIM) da referida Universidade, o qual está estruturado em seis estações/consultórios. Assim sendo, os acadêmicos foram distribuídos aleatoriamente nas estações, em grupos com seis integrantes, na qual cada estudante passava por duas estações. Foram estimados 10 minutos para o desenvolvimento das atividades, sendo um minuto para à leitura do caso clínico e nove minutos para o desenvolvimento das habilidades e atitudes referentes à conduta do enfermeiro frente ao atendimento de pessoas vítimas de violência, para o reconhecimento das necessidades psicológicas do paciente com doença crônica e suas habilidades frente à neurodiversidade. Cada estação era composta por um acadêmico avaliador, com o intuito de observar as habilidades de raciocínio clínico e tomada de decisões e outro responsável pela encenação do caso, de modo que tanto o avaliador quanto o responsável pela encenação, eram estudantes que já tinham cursado a disciplina em estudo. Após o término da atividade, houve o feedback do professor sobre o desempenho dos alunos, pois, dessa forma, os mesmos tiveram a oportunidade de aprender com suas tentativas de acertos e eventuais erros. Conclusão: Considera-se que o OSCE se mostrou um eficiente método avaliativo no processo de ensino e aprendizagem, pois, as atividades desenvolvidas contribuíram de forma significativa para a complementaridade na formação dos acadêmicos. Também pôde-se perceber que a percepção dos estudantes sobre as competências de co­municação clínica e profissionalismo mostrou-se mais efetiva do que nas avaliações baseadas somente em provas escritas, haja vista que tais habilidades e atitudes permitiram o aprimoramento do atendimento às pessoas baseado no modelo biopsicossocial.

Palavras-chave


Enfermagem; prática profissional; educação em saúde