Associação Brasileira Rede Unida, 13º Congresso Internacional Rede Unida

Anais do 13º Congresso Internacional da Rede Unida

v. 4, Suplemento 1 (2018). ISSN 2446-4813: Saúde em Redes
Suplemento, Anais do 13ª Congresso Internacional da Rede UNIDA
Tamanho da fonte: 
O fazer pedagógico no VER-SUS: por ritornelos possíveis no trabalho.
Carlos Alberto Rodrigues Morrudo Filho, Virgínia De Menezes Portes, Daniel da Silva Fernandes

Última alteração: 2018-06-26

Resumo


Este ensaio convida-nos a pensar o fazer técnico pedagógico no VER-SUS, a partir do conceito de Ritornelo, cuja proposição aciona criar territórios, deslocar-se com vista às resistências que ultrapassem o esgotamento. A experiência profissional como apoiador técnico pedagógico/financeiro do projeto “Vivências no SUS como estratégia para qualificação e desenvolvimento dos futuros profissionais e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) – VER-SUS”, uma parceria entre Associação Brasileira Rede Unida (REDE UNIDA), e Organização Pan Americana da Saúde (OPAS) e Ministério da Saúde (MS); convoca à reflexão sobre o fazer pedagógico no trabalho. Há uma polifonia de demandas produzidas cotidianamente no trabalho; são ruídos passíveis de análise que permitem criar territórios de resistência, em meio aos desafios apresentados pelo VER-SUS. Demarcar falas tem o intuito de agenciar territórios, posicionar-se diante daquilo que se acredita como ético. O fazer pedagógico está imbuído pela transversalidade da aprendizagem inventiva, ou seja, sons são produzidos para atentar-se ao processo do trabalho, onde o estranhar, perguntar, silenciar, compartilhar falas faz parte da aprendizagem; todos considerados como cantos, cujas sonoridades produzem territórios de sustentação para seguir adiante naquilo que se propõe eticamente no VER-SUS. O ritornelo está na possibilidade de agenciamento territorial, por vezes partindo em direção a ele, outras se instalando nele e consolidando seus componentes ou até dando conta de colocar o território em fuga. Criamos nossos próprios tambores para produzir sons e afetar tantos outros a sentirem-se convidados a participar do VER-SUS. O tensionamento pedagógico é encontrar um entre lugar diante das demandas no trabalho. Produzir ritmos descompassados para dar espaço as diversidades tem sido o plano de aprendizagem em constante movimento de desterritorialização. Destacar essa experiência pedagógica é também dar o tom àquilo que se tem de mais potente no SUS: produzir vidas criativas onde  cantarolar permite marcar territórios de singularidade à vida e potências múltiplas. A equipe técnica pedagógica/financeira do VER-SUS Brasil, tem exercitado produzir sonoridades territoriais a fim de possibilitar colocar em análise os campos de força que emergem das demandas advindas de diferentes projetos regionais, municipais, às quais, procura-se respeitar as singularidades de cada grupo, ao encontro de componentes referente ao VER-SUS, há exemplo da Educação Permanente em Saúde (EPS) e o quadrilátero para formação na área da saúde. Quando possível, o encontro das vozes é entoar ritmos possíveis, para que se afirme a transversalidade do projeto VER-SUS.


Palavras-chave


VER-SUS; Sistema Único de Saúde (SUS); educação em saúde.