Associação Brasileira Rede Unida, Iº Colóquio CISMEPAR

Anais do 13º Congresso Internacional da Rede Unida

v. 4, Suplemento 1 (2018). ISSN 2446-4813: Saúde em Redes
Suplemento, Anais do 13ª Congresso Internacional da Rede UNIDA
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Avaliação dos aspectos emocionais dos pacientes do ambulatório de feridas visando à recuperação e reabilitação da saúde.
Déborah Azenha de Castro, Camila Medeiros Oliveira Cantídio, Renato Dominiz Junior

Última alteração: 2019-11-20

Resumo


A ferida crônica de membros inferiores é uma condição bem conhecida, com alta prevalência, e que pode gerar altos custos para a saúde pública, com tratamentos prolongados e pouco eficientes quando praticados por sistemas de saúde não integrados, sem uma padronização de cuidados. Porém, a condição da pessoa portadora de ferida crônica de membros inferiores pode alterar toda a sua vida. Essa condição implica, para algumas pessoas profundas modificações no estilo de vida, podendo na maioria das vezes, levar à ruptura das relações sociais. O presente estudo tem como objetivo proporcionar ao paciente do ambulatório de feridas do CISMEPAR maiores conhecimentos em relação aos aspectos emocionais e também mudanças em seu comportamento o conduzindo à sua recuperação e reabilitação da saúde com a melhora na qualidade de vida. Assim como capacitar os discentes que participam do projeto, vivenciar o conteúdo teórico e prático através de ações necessárias para a reabilitação da saúde. E desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde com reflexão sobre a realidade social, cultural e econômica.

Desenvolvimento do trabalho (descrição da experiência ou método do estudo):

Os pacientes são encaminhados para atendimento psicoterápico através da enfermeira coordenadora do setor para o atendimento. Este acontece no período de março a dezembro semanalmente com os alunos e ao longo do ano quinzenalmente com a profissional do setor.

Resultados e/ou impactos:

Percebe-se que os atendimentos realizados têm contribuído com maiores conhecimentos em relação aos aspectos emocionais e também com mudanças no comportamento conduzindo-os à recuperação e reabilitação na saúde com isso havendo a melhora na qualidade de vida e no fechamento da ferida.

Considerações finais:

A preocupação e o cuidado com o bem-estar, equilíbrio e aparência mostram-se presentes no dia a dia do ser humano. Porém, a condição da pessoa portadora de ferida crônica, caracterizada por profundas modificações no estilo de vida, podendo na maioria das vezes levar à ruptura das relações sociais. Frequentemente, o distanciamento entre as pessoas é intensificado pela visão estigmatizadora que a sociedade apresenta, podendo ter repercussões no cotidiano deste. Portanto, viver com a condição de ter uma ferida, traz urna série de mudanças na vida, e por consequência no contexto familiar, surgindo dificuldades que muitas vezes nem o indivíduo, a família e a equipe de saúde estão preparadas para auxiliar e compreender todos os aspectos que envolvem este problema.  Consequentemente, tornam-se vulneráveis a diversas situações, tais como: desemprego, abandono, isolamento social, resultando em efeitos indesejáveis para os projetos de vida. Essas situações provocam no ser humano sentimentos como tristeza, ansiedade, raiva, vergonha, interferindo no seu estado de equilíbrio, na autoimagem, em sua autoestima. Assim a Psicologia tem atuado para a reabilitação da saúde e também contribuído em relação aos aspectos emocionais com o intuito de melhorar as condições de qualidade de vida destes.