Associação Brasileira Rede Unida, Iº Colóquio CISMEPAR

Anais do 13º Congresso Internacional da Rede Unida

v. 4, Suplemento 1 (2018). ISSN 2446-4813: Saúde em Redes
Suplemento, Anais do 13ª Congresso Internacional da Rede UNIDA
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Ambulatório de acidente com material biológico
Elaine Cristina Tanferri, Maria Fernanda Manoel Imazu, Carlos Eduardo Bibanco Ruiz, Valeria Terezinha Brandilione Rodrigues

Última alteração: 2019-11-25

Resumo


Apresentação: O acidente com material biológico se caracteriza por exposição a sangue e fluidos orgânicos potencialmente infectantes como: sêmen, secreção vaginal, líquor entre outros. Além, de fluidos orgânicos não infectantes como: suor, lágrima, fezes, urina e saliva; exceto se estiverem contaminados com sangue. O ambulatório de acidente com material biológico do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (CISMEPAR) que tem como objetivo acompanhar a evolução do paciente acidentado durante o tratamento até a sua alta.

Desenvolvimento: O primeiro atendimento é prestado pelo Hospital Zona Norte (HZN); referência neste tipo de atendimento, preferencialmente nas primeiras duas horas após o acidente para obter maior eficácia da quimioprofilaxia quando necessária. No seguimento, o paciente é encaminhado ao CISMEPAR para acompanhar a evolução do tratamento até o momento da alta. O HZN encaminha as fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) juntamente com os exames da fonte; quando for o caso, além de testes rápidos do paciente. O HZN é responsável pelo agendamento das primeiras consultas junto ao CISMEPAR conforme disponibilidade de vagas para avaliação do infectologista. O atendimento médico é realizado baseado em protocolos nos manuais técnicos do Ministério da Saúde. A partir da primeira consulta, os agendamentos de retornos são de responsabilidade do CISMEPAR. A pós-consulta é de responsabilidade da equipe de enfermagem, que faz orientações sobre o acompanhamento, agendamentos de retornos, coleta de exames e alta. Cabe ao enfermeiro responsável o registro de toda a evolução do paciente no ambulatório e também encaminhar os relatórios dessas evoluções à Regional de Saúde periodicamente junto com as fichas originais do SINAN devidamente preenchidas e evoluídas.

Resultados: O ambulatório de acidente com material biológico atende em média 80 pacientes/mês, com uma taxa de abandono que varia entre 30 e 50%. Dentro dessa taxa de abandono estão incluídos também os pacientes que não compareceram na primeira consulta. Em relação à busca ativa, as mesmas são realizadas por telefone aos pacientes faltosos cujos resultados de exames dos usuários fontes foram positivos para qualquer das três doenças testadas (HIV, Hepatite B e C) e também aos pacientes acidentados cuja fonte é desconhecida.

Considerações finais: Podemos concluir que apesar dos esforços realizados na busca dos faltosos, falta conscientização dos pacientes e empregadores sobre a importância desse acompanhamento dentro dos prazos e condutas corretas para prevenir a contaminação do pacientes às doenças e também garantir a segurança do empregado e empregador caso haja a contaminação com alguma dessas doenças. A prevenção ao acidente com material biológico com a prática de biossegurança e precauções básicas em serviço, além da vacinação de todos os profissionais e trabalhadores que atuam, direta ou indiretamente, em atividades onde há risco de exposição ao sangue e outros materiais biológicos ainda é o principal caminho para prevenção da transmissão desses vírus.