Associação Brasileira Rede Unida, Iº Colóquio CISMEPAR

Anais do 13º Congresso Internacional da Rede Unida

v. 4, Suplemento 1 (2018). ISSN 2446-4813: Saúde em Redes
Suplemento, Anais do 13ª Congresso Internacional da Rede UNIDA
Tamanho da fonte: 
A EXPERIÊNCIA DA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO DO CURSO DE FISIOTERAPIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO FILADÉLFIA NO AMBULATÓRIO DE FERIDAS DO CISMEPAR
Flavia Guilherme Gonçalves Ziegler, Jéssica Viana, Bruna Daiana Santos, Karina Correia

Última alteração: 2019-11-25

Resumo


Apresentação: As Diretrizes Curriculares Nacionais constituem-se em importante instrumento para a educação superior do Brasil em se alinham a formação profissional de qualidade e avançam para a formação generalista baseada em habilidades e competências. Um dos objetivos é o que estudantes compreendam a concepção ampliada de saúde. A participação dos estagiários de fisioterapia no ambulatório de feridas do CISMEPAR é integrado ao estágio curricular obrigatório em Saúde Coletiva. Umas das ações realizadas neste campo de estágio são as discussões e avaliações dos pacientes com Diabetes Mellitus (DM) nas Unidades Básicas de Saúde. No ambulatório de feridas, eles se aproximam de pacientes que, por complicações do DM, acabaram apresentando feridas de difícil cicatrização e até mesmo daqueles que realizaram algum tipo de amputação em membros inferiores. O objetivo desse trabalho é demonstrar como a experiência da integração ensino-serviço (UBS-CISMEPAR) ampliaram e qualificaram estes estudantes para um cuidado integral do paciente com diagnóstico de diabetes mellitus. Desenvolvimento do trabalho: Trata-se de um relato de experiência sobre a integração ensino-serviço do curso de fisioterapia do Centro Universitário Filadélfia (UniFil) na UBS/ambulatório de feridas do CISMEPAR. No estágio em Saúde Coletiva eles realizam discussões, visitas domiciliares, atendimentos individuais e em grupo, além de terem um dia de atuação no ambulatório de feridas do CISMEPAR. Entre os temas das discussões estão: a atuação da fisioterapia no paciente com feridas do tipo arterial, venosa e neurotrófica, além da avaliação, classificação e tratamento do paciente com pé diabético. As discussões dão o embasamento teórico e a prática se dá por avaliações de pé diabéticos agendadas na UBS e, no CISMEPAR, o acompanhamento de pacientes que já apresentam complicações dessa enfermidade. No entanto, é no ambulatório de feridas do CISMEPAR, que conseguem olhar esse paciente de forma ampliada, pois as consultas, necessariamente, compartilhadas com a equipe de enfermagem revelam o potencial dessa forma de cuidar. Resultados e/ou impactos: A consulta compartilhada é um grande aprendizado, pois além das trocas de experiências entre os profissionais, faz com que os discentes percebam como o paciente se sente mais motivado a cuidar de si. Além disso, a abordagem é centrada no ser humano e não somente na condição que o leva até ali, extrapolando o olhar reabilitador e curativo para uma abordagem que garanta a integralidade e a qualidade de vida daquela pessoa. Considerações finais: O estágio da Saúde Coletiva de Fisioterapia da UniFil, ao oportunizar discussões teóricas e ter a prática no ambulatório de feridas do CISMEPAR, tem colaborado substancialmente para a formação generalista baseada em habilidades e competências preconizadas pelas DCNs. Estes alunos estão preparados para cuidar de forma integral do paciente com diagnóstico de DM. Além disso, tem vivenciado, com a equipe de enfermagem do CISMEPAR, como se é realizado um atendimento compartilhado, não só de forma técnica, mas também de respeito, cooperação, comprometimento, valorização e vinculação, tanto dos profissionais com os pacientes, quanto dos profissionais entre si.