Associação da Rede Unida, 13º Congresso Internacional Rede Unida
v. 4, Suplemento 1 (2018). ISSN 2446-4813: Saúde em Redes
Última alteração: 2017-12-09
Resumo
Os organismos geneticamente modificados (OGM), também chamados de transgênicos, são definidos como todo material biológico cujo código genético foi alterado por meio de técnicas de laboratório a biotecnologia e engenharia genética. O desenvolvimento de produtos transgênicos vem crescendo desde a década de 70 com o avanço da medicina através das técnicas biotecnológicas e chegaram ao ramo da agricultura, com a variedade de alimentos transgênicos e falta de informação para a população. A partir disso, levantou-se questionamentos quanto ao consumo excessivo de alimentos submetidos à esta técnica e sua relação ao aumento dos casos de alergia alimentar.
Trata-se de um estudo de revisão de literatura realizada de fevereiro a maio de 2016 com consulta de artigos, revistas e vídeos nos idiomas inglês, português e espanhol, publicados entre 2000 e 2016 .As palavras chaves utilizados foram: alergias, segurança alimentar, soja e trangênicos.
Buscou-se avaliar e informar à população brasileira sobre o aumento de casos de hipersensibilidade alimentar e sua relação com o consumo de alimentos transgênicos, no período de 16 anos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de OGMs pode ocasionar o aumento do risco das alergias, pois quando se insere um gene de um ser em outro, novos compostos podem ser formados. Muitos dos genes utilizados em transgênicos podem ser de bactérias utilizadas na fabricação de antibióticos. Os genes transferidos podem produzir novas substâncias tóxicas ou ter seu efeito tóxico aumentado, provocando assim, o aumento das substancias tóxicas nos alimentos.
O presente trabalho tem finalidade de desmistificar alguns mitos referentes aos benefícios com o consumo de alimentos transgênicos e esclarecer indagações quanto á sua procedência e os possíveis riscos á saúde da população brasileira.